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O escândalo político pode mesmo afetar a economia e cotação do dólar?

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Crise política assusta o mercado em um primeiro momento mas “perde força” e cotação do dólar se mantém sob controle, apesar de leve alta.

Os escândalos envolvendo o governo de Michel Temer, além de desestabilizarem o cenário político e democrático do Brasil, também abalaram a economia. A delação premiada feita pelo presidente da JBS, Joesley Batista, na qual apresentou uma gravação em que o presidente Michel Temer estaria de acordo em “comprar” o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, que está preso em Curitiba, sacudiu o país na semana passada. Com isso, os sinais de recuperação da economia que aconteceram no primeiro trimestre do ano, acabaram frustrados.

Segundo analistas, a indefinição quanto ao rumo político do País faz com que a recessão econômica persista um pouco mais. Essa nova crise política e econômica completa uma semana com repercussões concretas no mercado financeiro de forma imediata.

Cotação do dólar após o escândalo

Até o dia anterior (quarta-feira 17/05) à revelação das gravações, o dólar comercial estava cotado a R$ 3,12. Depois da divulgação da delação, com o mercado apreensivo com as possibilidades do cenário político, a cotação do dólar chegou a subir 8% na manhã de quinta-feira (18).

Na mesma quinta-feira, o dólar futuro disparava chegando a atingir o limite máximo permitido de R$ 3,41. No dia seguinte, um pouco mais equilibrado, o dólar futuro estava estimado a R$ 3,30.

Hoje, após uma semana, o dólar está valendo cerca de R$ 3,27, com um aumento de 4% em apenas quatro pregões.

“A valorização do dólar é um movimento de proteção dos investidores, mas não quer dizer que vai se confirmar. Apenas o tempo e o desenrolar dos fatos vão definir as tendências do mercado, mas a tendência é mesmo de alta nos próximos meses, podendo chegar a R$ 3,50” diz Leonardo Abrão, diretor de negócios da corretora Abrão Filho e CEO do site de comparação de câmbio Cambiar.

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Compra de dólar aumenta

Depois da divulgação da notícia sobre a citação de Michel Temer na delação, o mercado já começou a se movimentar de forma imediata. Segundo o site Cambiar, logo após a chamada de urgência veiculada na Globo, foram realizadas 14 vendas em 10 minutos, ou seja, mais de uma venda por minuto, e durante a madrugada seguinte mais 45 vendas foram feitas. Esse volume de negociações não é comum nesse horário e nunca havia ocorrido nos 3 meses que o site está no ar, haja vista o grande volume de vendas no horário comercial 09:00 às 18:00 hs.

Crise também na Bolsa de Valores

Também na Bolsa de Valores o ocorrido causou um rebuliço, quando no dia 18/05 as operações da Bolsa chegaram a ser suspensas pelo circuit breaker após o Ibovespa, índice mais importante da bolsa brasileira. cair mais de 10%.

Depois de uma semana, o Ibovespa acumula queda de 7,2% e o valor de mercado das empresas listadas perdeu R$ 184 bilhões. As ações que mais caíram nesse período foram:

  • JBS ON -31,05  
  • Rumo ON -22,65
  • BB ON -19,23
  • Cyrela ON -18,53
  • Eletrobras ON -17,76

expectativa cotaçao dolar

Depois do pânico inicial, o dólar e o mercado aguardam novos desdobramentos

Nesse contexto, a duração da nova crise política deve se alongar até o esclarecimento dos fatos divulgados na mídia. A manutenção ou não do atual governo também será decisiva para confirmar a tendência de recuperação da economia brasileira.

A manutenção da taxa de câmbio em um patamar administrável é fundamental para a retomada do crescimento e geração de empregos. Um aumento muito brusco do valor do dólar passa a pressionar a inflação e interrompe o ciclo de redução da taxa de juros, fator que estimularia o crédito, consumo e investimento no curto prazo, podendo causar uma recessão no país.

Notícias não são tão assustadoras em relação à inflação e ao dólar

Apesar de tudo, o valor do dólar se mantém sob controle cotado, nesta quinta-feira 25/05, a R$ 3,29, uma alta de 5% em relação à semana passada. O mais curioso de tudo é que, após o impacto político causado pela delação premiada dos executivos da JBS, os economistas do mercado financeiro reduziram as projeções  suas projeções para o IPCA neste ano. De acordo com o boletim Focus, do Banco Central, a instabilidade política ainda não afetou as projeções do mercado. Para os analistas, a inflação continuou em queda na última semana e as projeções para a taxa de juros e para a atividade econômica se mantiveram. Curiosamente a expectativa de inflação para 2017 recuou de 3,93% para 3,92%e estimativa da cotação do dólar ao fim deste ano também caiu, de R$ 3,25 para R$ 3,23.

Com isso, o relatório Focus mostra que, pelo menos em um primeiro momento, as acusações contra o presidente Michel Temer ainda não afetaram as projeções econômicas.

Também fatores externos contribuíram para manter o dólar baixo. Na quarta-feira, 24, após a última reunião do Federal Reserve (o banco central americano) a expectativa para a trajetória de altas dos juros nos Estados Unidos se mantém para os próximos meses. No fim da tarde em Nova York, o dólar caía a 111,62 ienes e o euro avançava a US$ 1,1218.

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