E se o dólar voltasse a ser R$3? Qual seria a sua próxima viagem?

Passaporte do Brasil sobre notas de 100 dólares em fundo branco, representando a queda do dólar.

Essa situação parece um tanto quanto hipotética hoje, mas não é impossível

A queda do dólar é esperada por quem deseja viajar para o exterior, comprar produtos importados ou fazer qualquer tipo de aquisição ou investimento que envolva a moeda norte-americana, mas você sabe o que antecede essa queda?

Da mesma forma que seu valor diminui, ele também pode aumentar com o passar do tempo devido à sua flutuação no mercado de câmbio, e é importante saber como isso acontece para entender as variações cambiais no mundo.

Saiba quais são os fatores que podem impactar no preço do dólar, o que isso muda na hora de fazer viagens internacionais e quais são bons destinos a se visitar caso a moeda volte a cair.

O que precisa acontecer para resultar na queda do dólar?

Há uma série de fatores envolvidos nessa oscilação, seja para baixo ou para cima, mas se eles tivessem que ser resumidos, poderiam ser explicados através da lei da oferta e demanda.

O valor de uma moeda é determinado pelo fluxo de dinheiro que entra e que sai de um país. Quando há uma alta demanda por determinada moeda, seu valor tende a aumentar, e a recíproca também é verdadeira.

Alguns pontos que podem estar envolvidos na queda do dólar são os seguintes:

Taxa de inflação

A inflação é o desequilíbrio causado pelo aumento dos preços de produtos e serviços dentro de um determinado país, o que por sua vez reduz o poder aquisitivo do dinheiro. Tal fenômeno pode impactar no preço do dólar.

O preço de bens e serviços aumenta devagar quando a inflação está baixa, e países com menor taxa de inflação fazem com que o dinheiro seja valorizado. Por outro lado, quando a inflação é alta, a moeda fica depreciada, o que é geralmente acompanhado do aumento nas taxas de juros.

Taxas de juros

Taxas de juros, de câmbio e inflação são todos assuntos correlatos. É um efeito dominó: o aumento dos juros valoriza a moeda do país porque melhora as taxas para quem empresta dinheiro, o que por sua vez atrai mais capital estrangeiro.

O resultado dessa equação é um aumento nas taxas de câmbio, o que torna a moeda valorizada no mercado, ao passo que a situação oposta resultaria na queda do dólar.

Dívidas do governo

São consideradas dívidas do governo os débitos originalmente públicos ou que tenham sido apropriados pelo governo central. Um país com mais dívidas públicas é menos provável a adquirir capital estrangeiro, o que leva à inflação.

Investidores estrangeiros tendem a vender seus títulos no mercado se as predições são de dívidas públicas, e uma das consequências disso é a queda na taxa de câmbio e no valor daquela moeda.

Desempenho e estabilidade política

Política e economia andam juntas e também podem resultar na alta ou na queda do dólar. O estado político e econômico de um país, em conjunto com seu desempenho, afeta o poder de sua moeda.

Quanto menores forem os riscos de turbulências políticas em um país, maiores são as chances de atrair investidores internacionais, o que por sua vez evita que outros países com boa estabilidade política e financeira recebam investimentos.

Se houver especulações de que um determinado país passará por confusões políticas e econômicas, então sua moeda deve passar por uma desvalorização considerável no mercado internacional.

Especulações

Mesmo que ainda não tenham se concretizado (ou que realmente se concretizem), especulações podem resultar na queda do dólar e de qualquer outra moeda no mercado de câmbio.

Se houver especulações a respeito da valorização de uma moeda, a demanda por parte dos investidores será maior para que possam lucrar em um futuro próximo, ao passo que especulações negativas fazem com que os investidores queiram passar aquela moeda adiante para evitar prejuízos.

Como a queda do dólar impacta em viagens internacionais?

Rapaz contando algumas notas de dólar, pensando em como a queda do dólar impacta em viagens internacionais.

Através da valorização da moeda local, o que por sua vez faz com que seja possível comprar mais dólares gastando a mesma quantia. O processo é similar, e está diretamente relacionado, a como funciona uma casa de câmbio.

A melhor maneira de entender é através de exemplos práticos. No dia 25 de julho de 2011, o dólar registrou a menor cotação desde 1999, quando o governo Fernando Henrique Cardoso liberou o mercado de câmbio no Brasil.

Na ocasião, o dólar estava cotado em R$ 1,543. Com essa queda do dólar, quem quisesse viajar para o exterior e tivesse uma verba de R$ 10 mil poderia comprar US$ 6.480.

O tempo passou, o valor da moeda continuou flutuando e, no dia 13 de setembro de 2018, a cotação do dólar estava em R$ 4,1957. Nesse caso, os mesmos R$ 10.000 comprariam US$ 2.383, ou seja, pouco menos de 36,8% do montante que teria sido adquirido em julho de 2011.

Ambas cotações foram escolhidas em períodos em que o dólar estava com forte desvalorização e valorização, respectivamente, mas o cenário ajuda a entender como a queda e a subida do dólar podem impactar em viagens para outros países.

É por isso que quem procura por dicas de viagem internacionais quase sempre encontra a sugestão de observar a taxa de câmbio e aproveitar quando ela estiver melhor para poder dar mais valor ao dinheiro.

Para onde viajar quando o dólar estiver barato?

Moça de cabelos castanhos longos, chapéu branco e camiseta azul com bolinhas brancas, sob fundo amarelo. Ela segura várias notas de 100 dólares e está pensando para onde viajar com o dólar barato.

Em teoria, essa é uma boa oportunidade para viajar para a Disney ou para qualquer outro destino norte-americano que seja mais caro, já que o seu poder aquisitivo será maior e, portanto, os custos da viagem serão menores.

Porém, todas as regiões dos Estados Unidos podem ser visitadas nesta ocasião de preços baixos. Confira algumas sugestões:

  • Disney: os quatro parques temáticos da Disney receberam 147.912 pessoas por dia em 2015, o que resulta em quase 54 milhões de visitantes por ano. Isso ajuda a explicar porque o lugar faz parte das listas de viagens de crianças e adultos ao redor de todo o mundo.
  • Nova York: Estátua da Liberdade, Central Park, Empire State Building, Metropolitan Museum of Art, Times Square, Memorial & Museu Nacional do 11 de Setembro… São muitos lugares a visitar e coisas a se fazer em uma das capitais mais famosas do mundo.
  • Las Vegas: se o seu sonho é conhecer cassinos majestosos e uma região que serviu para a gravação de vários filmes e séries, então Vegas é o destino ideal para a sua viagem.
  • Grand Canyon: esse cânion gigante, localizado na cidade de Flagstaff, Arizona, é uma paisagem encantadora formada pela ação da erosão ao longo dos anos, o que resultará em um dos passeios mais lindos e surpreendentes da sua vida.

Quando se fala sobre a baixa cotação do dólar, é comum lembrar imediatamente de destinos nos Estados Unidos, mas é importante ressaltar que lugares de todo o mundo podem ser visitados, graças à força da moeda norte-americana no mercado.

Isso quer dizer que você pode comprar uma boa quantia em dólares e, então, trocá-los pela moeda local quando chegar em outro destino, ou até mesmo guardar para vender dinheiro em uma casa de câmbio e lucrar no futuro.

Aproveite a queda do dólar e faça suas reservas!

Destinos de viagem não faltam para se conhecer quando o dólar está com um preço mais camarada, e essa é uma oportunidade de ouro para que você amplie sua bagagem cultural e histórica, bem como para investir e conseguir bons lucros depois de algum tempo.

Agora que você já entendeu o que pode resultar na queda do dólar, fique de olho na flutuação da moeda. Assim que ela atingir bons níveis, não hesite em comprar dólar e, assim, ter condições de conhecer lugares maravilhosos ao redor de todo o mundo!

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