Câmbio em 2019, como será o ano para este mercado e como você pode se beneficiar

Siglas USD, GBP, EUR, NZD, JPY e HKD, com as respectivas bandeiras ao lado esquerdo e indicadores financeiros ao lado direito, representando o câmbio em 2019.

Saiba como funciona esse mercado e o que esperar para o ano de 2019!

O mercado de câmbio é repleto de peculiaridades e variáveis, causadas pela valorização ou desvalorização de uma moeda em relação às outras. Com isso, 2019 deve trazer novidades e surpresas interessantes.

Conhecedores do assunto possuem alguns tópicos em mente que podem resultar na flutuação do câmbio das moedas, enquanto outros fatos podem pegar até os mais atentos desprevenidos, mas ainda assim é possível se beneficiar com essas situações.

Entenda melhor o que é esse mercado, o que faz as moedas valorizarem ou desvalorizarem e quais são os detalhes mundiais e nacionais sobre os quais deve-se prestar atenção para sair em vantagem.

O que é o mercado de câmbio?

Também conhecido como Forex (sigla para Foreign Exchange, FX ou mercado de câmbio), ele é, de certa forma, o maior mercado financeiro do mundo, onde ocorre a compra e a venda de moedas internacionais.

De acordo com o HSBC, que citou dados do Banco de Compensações Internacionais (Bank of International Settlement), tal mercado movimenta a espantadora quantia de mais de US$ 5 trilhões por dia.

Isso acontece graças à troca de moedas entre bancos, instituições financeiras, empresas e pessoas físicas de todo o mundo. Para fins de comparação, o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que, em 2018, o PIB (Produto Interno Bruto) do Japão estava avaliado em US$ 5,070 trilhões.

Isso mostra a grande importância do mercado de câmbio mundial e porque tantas pessoas se dedicam a ele, acompanham notícias e esperam as movimentações do mercado para, assim, tomar as devidas decisões financeiras.

Como funciona o mercado de câmbio?

Notas de dólares e de euros sobre um tablet com gráficos em sua tela, o qual está sobre um notebook. Na frente da imagem, há um filtro com as bandeiras relativas aos países e territórios de cada moeda e alguns valores à sua frente, mostrando como funciona o mercado de câmbio.

De maneira descentralizada, através da aquisição e da venda de moedas de todo o mundo, seja por transações comerciais, investimentos governamentais ou quaisquer outras atividades que impliquem no contato com moedas internacionais.

Quem sabe como funciona a bolsa de valores entende que esse mercado é centralizado, ou seja, que as transações ocorrem em uma bolsa central, assim como também se vê nos mercados de commodities, mas não é assim que funciona com o câmbio.

O mercado de câmbio é altamente descentralizado, o que permite a participação de muitas pessoas e empresas na compra ou troca de moedas.

As transações sempre são feitas em pares e escritas de uma certa maneira. Por exemplo, se forem trocados reais por dólares norte-americanos, a escrita será BRL/USD.

Os negócios sempre são feitos entre duas partes. Nos níveis mais altos, encontram-se os bancos e outros “grandes players”, onde uma parte compra uma quantidade de dinheiro da outra, como, no exemplo anterior, comprar X dólares com Y reais.

Entre esses grandes players, encontram-se bancos, fundos de investimento livre (hedge funds), fundos de aposentadoria e grandes empresas e negócios com muito dinheiro ou capital. Seu comportamento no mercado de câmbio impacta diretamente nas taxas de câmbio.

O que afeta o valor das moedas?

Em suma, notícias relacionadas ao mercado financeiro e condições de risco que podem afetar os países, o que faz com que grandes quantidades de dinheiro sejam compradas e vendidas diariamente.

Quem sabe como funciona uma casa de câmbio entende que o valor de uma moeda em relação à outra é um hoje. pode ter sido outro ontem e também pode ser diferente amanhã, seja por frações de centavos ou por números mais significativos.

Especialistas no mercado de câmbio ficam atentos em diferentes áreas e especulam a respeito do que pode acontecer, e os fatores que impactam nessa variação podem ser separados em duas categorias:

  1. Notícias e informações econômicas que podem indicar mudanças nas taxas de juros, como decisões do Banco Central, relatórios de inflação, taxa de desemprego, preço do petróleo, PIB dos países.
  2. Situações arriscadas, como eleições, geopolítica, ataques terroristas, tratados e acordos econômicos.

Por exemplo, antes da eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, o iene estava mais forte que o dólar norte-americano graças à imprevisibilidade de quem venceria a disputa e aos efeitos da possível vitória do candidato.

Ainda com o iene como exemplo, seu valor estava mais equilibrado que o da libra durante as negociações do Brexit, pois os investidores identificaram o país nipônico como um porto seguro, em contraste com a incerteza que estava presente no Reino Unido.

É importante citar que o fato de a moeda estar “mais forte”, como nos exemplos do iene, não significa que sua taxa de câmbio era maior que a do dólar ou do euro, mas sim que ela mostrava maior estabilidade no mercado.

Quais são as tendências do mercado de câmbio para 2019?

Notas de vários países sobre uma mesa, representando as tendências do mercado de câmbio para 2019.

Embora não seja possível adivinhar quais fatores impactarão no câmbio das moedas em 2019, entender as categorias de notícias e previsões com potencial de modificá-lo é de grande valia para acompanhar o mercado de maneira mais assertiva.

Por exemplo, a crise na Venezuela, onde Juan Guaidó se autoproclamou presidente do país em 23 de janeiro e foi reconhecido por Estados Unidos, Colômbia e Brasil, enquanto China, Rússia e Turquia continuam apoiando o governo de Nicolás Maduro e a União Europeia se mantém mais “neutra”, pode ser um fator.

A saída do Reino Unido da União Europeia, que consolidará o Brexit, marcada para dia 29 de março de 2019, pode abalar o mercado mundial de câmbio, já que por mais que se trate de uma decisão esperada, possui um grande impacto mundial.

Acordos financeiros e decisões governamentais em países com economias reconhecidamente fortes, como Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Índia, Canadá, Itália e o próprio Brasil, podem mexer no mercado de câmbio.

Além disso, movimentações comerciais de grandes empresas multinacionais também podem resultar na flutuação das moedas. De modo geral, quando existe algum sentimento de incerteza ou insegurança, a tendência é que a cotação da moeda daquele local em específico flutue negativamente.

Entenda como funciona o câmbio e consiga agir inteligentemente no mercado!

Ainda que esteja rodeado de decisões e acordos de governos e grandes players, que são órgãos importantes e que parecem distantes de nossa realidade, esse impacto também pode ser aproveitado de maneira positiva.

Por exemplo, se a expectativa do Brexit é abalar o euro e fazer com que a moeda perca um pouco de força temporariamente, quem quiser vender dinheiro que sobrou de uma viagem internacional e comprar a moeda europeia pode sair ganhando na 

Por isso, fique atento ao mercado de câmbio e busque entendê-lo para tomar decisões acertadas. Assim, você poderá comprar dólar por um valor melhor, esperar para fazer um investimento ou simplesmente entender como o dinheiro impacta no mundo.

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